A empresa júnior surge no mundo no final dos anos de 1980, e no Brasil no início dos anos de 1990, segundo dados da REDE BRASIL, a Federação das Empresas Juniores do Brasil, hoje são mais de 15.000 estudantes e cerca de 600 organizações, que estão alinhando o aprendizado teórico com ações práticas. Essas ações, supervisionadas por profissionais já formados, estão tendo um duplo impacto. Seja na qualificação dos estudantes e futuros profissionais, como na sociedade, pois suas ações causam mudanças na realidade. Através de uma pesquisa, realizada no XI Encontro Nacional de Empresas Juniores do Brasil, em Salvador em 2003, verificamos uma série de dados que nos permitem traçar um perfil do empresário e consultor júnior, bem como, da formatação dessas organizações e suas atividades. Um dos elementos que nos salta aos olhos em relação aos dados levantados, é a expressiva participação das empresas juniores na prestação de serviços para organizações do terceiro setor, muitas caracterizando ações de empreendedorismo social. Tal constatação, como procuramos demonstrar, sinalizam o emergir de uma nova estratégia de formação profissional, e de intervenção e transformação social, onde ao mesmo tempo em que se qualifica profissionais mais habilidosos e experientes, também aprendem a gerar ações concretas de mudança na realidade social, formando mais do que só profissionais mas também cidadãos mais conscientes e comprometido na construção de uma sociedade mais justa. Logo, se percebe uma nova estratégia de formação profissional, aliada a intervenção social e exercício da cidadania e solidariedade, o que requer uma maior atenção das Instituições de Ensino Superior, órgãos governamentais e demais segmentos da sociedade. |